
Há relatos orais antigos de que quando se avistaram as primeiras bicicletas no concelho da Sertã o sentimento da população foi de pasmo e admiração. O que seria aquela geringonça movida a rodas e pedais? E que velocidades estonteantes atingiria? Foi neste misto de receio e fascínio que a bicicleta fez a sua aparição na região, mas foi também neste momento, algures pelos finais do século XIX, que surgiram os primeiros praticantes e apaixonados pelo ciclismo.
Essa paixão nunca cessou, recrudescendo, isso sim, com o passar dos anos. Entre aqueles que usam a bicicleta como meio de transporte preferencial ou os que a elegem para os seus passeios de lazer, há depois um mundo de aficionados pelas ‘corridas de bicicletas’, como carinhosamente são apelidadas.
Pela televisão ou ao vivo, são muitos os que não perdem uma corrida em Portugal ou no estrangeiro, discutindo os melhores corredores e as táticas ideais para vencer as provas.
No Município da Sertã estamos cientes desta afeição da nossa população pelo ciclismo e, desde há vários anos, que apoiamos a modalidade, associando-nos às diferentes provas que têm o nosso concelho como cenário e promovendo este desporto, a par de outros, com vértice fundamental para aumentar a qualidade de vida, prevenir doenças associadas ao sedentarismo e melhorar a saúde mental da população.
Estamos sempre ao lado do desporto e assim continuaremos, tal como sucede, uma vez mais, ao recebermos a 2.ª etapa da Taça de Portugal Esperanças, que este ano vai abranger também a 3.ª Taça de Portugal de Paraciclismo. Importa realçar esta iniciativa, demonstrativa de que o desporto pode e deve ser um poderoso fator de inclusão social, atuando como uma linguagem universal que integra grupos mais vulneráveis como as pessoas com deficiência.
Este é um compromisso que, igualmente, o Município da Sertã tem abraçado e que, por exemplo, lhe valeu muito recentemente a distinção como Marca Entidade Empregadora Inclusiva.
É com enorme satisfação e prazer que nos associamos a estas duas provas, tudo fazendo para que a experiência de ciclistas, diretores e de toda a restante caravana seja inesquecível. Ou não fosse a Sertã um concelho que vale a pena visitar, pelo seu património natural e histórico de exceção ou pela sua gastronomia de requintado sabor.
Aos atletas, à Organização, e a toda a caravana da Taça de Portugal Esperanças e da Taça de Portugal de Paraciclismo, a todos, deixo uma palavra de incentivo e de votos de sucesso. Tudo faremos para a contínua afirmação desta prova no calendário velocipédico nacional.
Carlos Alberto Miranda
Presidente da Câmara Municípal da Sertã